REINO DE CUXE (KUSH)

PERÍODO ANTIGO – QUERMA (Kerma)

  • c. 2000–1500 a.C.: Formação do reino núbio de Querma, rico em ouro, marfim e comércio.

  • XII Dinastia do Egito (c. 1991–1802 a.C.): Baixa Núbia conquistada pelo Egito; Querma permanece livre.

  • c. 1550 a.C. (Tutmés I): Egito destrói Querma e domina toda a Núbia.

SEGUNDO PERÍODO INTERMEDIÁRIO

  • c. 1650–1550 a.C.: Cuxe volta a crescer e se aliar aos Hicsos contra o Egito.

 

RENASCIMENTO NUBIANO – NAPATA

  • Após 1078 a.C.: Núbios recuperam independência; reorganização política em Napata.

  • c. 945–725 a.C.: Napata se fortalece; sacerdotes de Amon assumem papel central.

  • c. 750 a.C.: O rei Cachta inicia o avanço sobre o Egito.

  • c. 728–716 a.C.: Reinado de Piye (Piânqui):

    • Conquista o Egito.

    • Início da XXV Dinastia (Faraós Cuxitas).

  • c. 716–664 a.C.: Faraós cuxitas governam o Egito, incluindo:

    • Xabaca

    • Taharca (Taraca)

    • Tanutamon

  • 664 a.C.: Assírios expulsam Tanutamon e o Egito volta ao controle local.

TRANSFERÊNCIA PARA MEROÉ

  • 593 a.C.: Psamético II invade Napata, que é saqueada.

  • Após 593 a.C.: Capital é transferida para Meroé.

CIVILIZAÇÃO MEROÍTICA

  • c. 600–300 a.C.: Desenvolvimento de Meroé:

    • Metalurgia do ferro.

    • Escrita própria (hieróglifos e alfabeto meroítico).

    • Fortalecimento da identidade cultural núbia.

  • séculos III–I a.C.: Meroé se torna centro político e comercial:

    • Comércio com Egito, Arábia, Índia, regiões interiores da África.

DOMÍNIO ROMANO E DECLÍNIO

  • 29 a.C.: Tratado entre Meroé e Roma (Núbia inferior vira protetorado).

  • séc. II–III d.C.: Rotas comerciais enfraquecem; ataques de povos nômades (Blemios e Nobatas).

  • c. 320–330 d.C.:

    • Último rei de Cuxe (provavelmente Malequereabar) morre.

    • Rei Ezana de Axum invade e destrói o reino.

  • Após 330 d.C.: Sobrevivem bases culturais que darão origem aos reinos da Núbia Cristã.

Sobre LuccyOrtyz 6 Artigos
Este espaço nasce do desejo de reencantar o mundo por meio do pensamento e da palavra. Inspirado em perspectivas decoloniais e filosofias africanas, o blog propõe uma reflexão sobre linguagem, humanidade e reconstrução simbólica — um convite a recriar caminhos mais afetivos, plurais e coletivos, onde o saber se faz encontro e escuta.

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