
Ubuntu e Sabedoria Africana: Fortalecendo Identidades
Você já pensou que curar-se pode significar curar o mundo ao seu redor?
A sabedoria africana nos mostra que somos completos quando integramos ação e cuidado, vontade e imaginação. A partir dessa filosofia surge a Cura Identitária, um projeto que une transformação pessoal e coletiva.
Ser completo significa permitir que forças internas coexistam em harmonia. O princípio do Ubuntu — “Eu sou porque nós somos” — nos lembra que ninguém se realiza sozinho. A harmonia surge do respeito às diferenças e do diálogo entre forças complementares, desafiando estruturas patriarcais e promovendo liberdade interior.
O que é Cura Identitária?
A Cura Identitária propõe curar feridas causadas pelo racismo estrutural e pelas hierarquias sociais, reconectando o indivíduo à sua humanidade. Mais do que gênero, trata de identidades raciais e sociais: Negritude, Indigenitude, Branquitude e Parditude.
Seus pilares incluem:
- Interseccionalidade**, reconhecendo como as opressões se entrelaçam;
- Filosofias de conexão**, como Ubuntu, **Sumak Kawsay** e **Teko Porã**;
- Educação antirracista**, que descoloniza o conhecimento e promove igualdade.
Essa filosofia é um humanismo plural e descolonial, mostrando que curar-se é curar o mundo. A liberdade verdadeira nasce do reconhecimento mútuo e do encontro harmonioso entre nossas diferenças.

Tags: Cura Identitária, Ubuntu, Sabedoria Africana, Educação Antirracista, Filosofia Descolonial
Autor: Luciane Ortiz
Referencias Bibliográficas:
- KUT, Afrokut. O conceito de cura identitária na perspectiva da Afro-Humanitude: uma análise teórica. Disponível em: https://afrokut.com.br/o-conceito-de-cura-identitaria-na-perspectiva-da-afro-humanitude-uma-analise-teorica/Acesso em: 24 out. 2025.
- ARKONADA, Katu. Descolonização e Viver Bem são intrinsecamente ligados. In: Sumak Kawsa, Suma Qamaña, Teko Porã. O Bem-viver. In: Revista do Instituto Humanitas. São Leopoldo: Unisinos, v. 340, n. X, 2010.
- DIOP, Cheikh Anta. Civilização ou Barbárie: Uma Antropologia sem Complacência. Editora Senac. (Para aprofundamento nos conceitos de matriz africana e ancestralidade).
- RAMOSE, Mogobe B. African Philosophy Through Ubuntu. Harare: Mond Books, 2005.
- KASHINDI, J. B. K. Metafísicas africanas: eu sou porque nós somos. Revista do Instituto Humanitas Unisinos, v. 477, 2015. Disponível em: https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/6252-jean-bosco-kakozi-kashindi. Acesso em: 24 out. 2025.
