Letra A

AMBUNDOS (MBUNDU)

Grupo etnolinguístico do centro-norte de Angola, falante do quimbundo, cuja diáspora se estende pelas regiões de Lengue, Songo, Mbondo, Ndongo, Pende, Hungu e Libolo. O antigo reino dos ambundos, chamado Ndongo, formou-se no vale do Cuanza, na atual Angola, antes do século XV d.C.

ARÓKÒ

Sistema gráfico ou hieroglífico, à base de cordões e búzios, usado pelos antigos ioubás (cf. Obenga, 1973).

ALFABETO
Conjunto das letras de um sistema de escrita. Segundo Pedrals, o primeiro alfabeto africano, constituído de 12 caracteres hieroglíficos, foi transmitido por Meroe ao Egito e transformado, mais tarde, em um sistema novo: demótico-meroítico.

COPTA
Indivíduo das coptas, praticante do ramo de cristianismo assim denominado, florescido em parte do Egito e expandido a partes da Etiópia e da Núbia. Sua cultura, estruturada por volta do século III d.C., em torno de uma língua e de uma religião peculiares, representaria uam tentativa de retorno ao fausto dos tempos faraônicos, o qual se manifestou na criação de ricas igrejas, bibliotecas e obras de arte.

  • Língua e Escrita: A moderna língua copta origina-se do egípcio antigo e compreende nove dialetos. Escrita com caracteres derivados do grego e hoje restrita ao uso litúrgico nas comunidades cristãs do Egito e da Etiópia, foi uma das utilizadas por Champollion na decifração dos hieróglifos, no século XIX. O alfabeto copta gerou uma literatura escrita rica e diversificada, que entretanto, declinou após a conquista árabe do Egito, em 640 a.C.
  • Igreja Copta: Nascida no Egito e desenvolvida separadamente do restante da cristandade, inclusive na Etiópia, a religião copta é definida como um rito cristão monofisista. O monofisismo só admite uma natureza em Jesus Cristo, tendo a natureza divina absorvido a humana.

ESCRITA MEROÍTICA
Denominação do sistema usado para grafar a língua falada em Meroe, utilizado pelos cuxitas quando a escrita egípcia, que era de uso oficial nos tempos de Napata, caiu em desuso. Desenvolveu-se em duas formas – a Hieroglífica e a Cursiva – ; e os signos, naturalmente baseados no modelo egípcios, tinham valores alfabéticos. A mais antiga inscrição meroítica, em hieróglifos, data do tempo da rainha Xanaqdaquete e foi encontrada em Naqa, próximo a Meroe. A escrita meroítica cursiva substituiu gradualmente a hieroglífica, mas, após o reinado de Netecamani, ainda era empregada. Embora os valores fonéticos do alfabeto meroítico sejam conhecidos e algumas inscrições possam ser lidas, as palavras ainda não encontram tradução nas línguas atuais. Sabe-se apenas que os meroítas usavam um sinal para separar as palavras umas das outras, o que os gregos não faziam. Mas, embora pesquisadores se empenhem nesse trabalho, a chave para a decifração da escrita e da língua do povo de Meroe ainda não tinha sido encontrada até a época desta obra.

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Fonte:

LOPES, Nei. “Dicionário da Antiguidade Africana. 3º edição. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2011.

Smith, J. (2018). História do Egito Antigo. [Editora]. ISBN: [Número do ISBN].

Reis, A. (2020). Civilizações Africanas. [Editora]. ISBN: [Número do ISBN].

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Este espaço nasce do desejo de reencantar o mundo por meio do pensamento e da palavra. Inspirado em perspectivas decoloniais e filosofias africanas, o blog propõe uma reflexão sobre linguagem, humanidade e reconstrução simbólica — um convite a recriar caminhos mais afetivos, plurais e coletivos, onde o saber se faz encontro e escuta.

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